terça-feira, 28 de setembro de 2010

Releituras, novas impressões

Aproveito para iniciar as postagens seguindo uma sugestão da Cláudia Vasques: quinze livros. Vai uma listinha, aleatória e desigual, daquelas leituras às quais sistematicamente voltamos, de tempos em tempos, e também um pouco dessas coisas tocantes que o tempo presente nos traz, em prosa, verso e diálogos:

Writtings on Japan (coletânea) - Lafcadio Hearn
Cancioneiro - Catulo
O Asno de Ouro - Apuleio
Contos de Amor e Morte (coletanea brasileira) - Schnitzler
Diários - Lima Barreto
Viagem ao Fim da Noite - Céline
O Leopardo - Lampeduza
Os Cavalinhos da Traquínia - Duras
Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
Memórias de Um Sargento de Milícias - Manuel Antonio de Almeida
Miles Gloriosus - Plauto
A Farsa da Boa Preguiça - Suassuna
O Amoroso e A Terra - Afonso Félix de Souza
Vintém de Cobre - Cora Coralina
Eu - Augusto dos Anjos

Quinze livros é tudo e é nada: aí acima não há nem Camões nem Pessoa, nem DH Lawrence nem Whitman, nem Oswald de Andrade nem Camus, nem Borges nem Rulfo, nem Mil e Uma Noites ou outros anônimos, não há ensaio nem filosofia.

Quem se dispuser, faça a sua. É um retrato 3x4, em tempo real, e nada mais.

10 comentários:

  1. Embora tão interessantes quanto inúteis, gosto de listas de livros. Achei a sua, no caso, típica de quem estudou Letras na universidade. Tome como elogio, por favor.
    Abraço do amigo, amador das letras
    João Ruas

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  2. é isso aí, João, vc interpretou a radiografia... parece que, de algum modo, há um sentido clacissizante nas escolhas - afinal, nem tão aleatórias!

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  3. Gostei da lista, talvez na minha entrasse Duras, Augusto dos Anjos e Gil Vicente. Estou achando difícil fazer uma lista com 15, como você mesmo disse "15 livros é tudo e é nada", mas cito 3 que li mais recentemente e que gostei muito:
    "Na praia", Ian McEwan
    "Juventude", Coetzee
    "Quando éramos órfãos", Kazuo Ishiguro.
    Abraços!

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  4. Meu caro, não resisti e também decidi enviar-lhe minha lista, na verdade uma curta compilação de prediletos, sem falsa pretensão erudita. Confira:
    São Bernardo, Graciliano Ramos
    O Homem e sua Hora, Mario Faustino
    O Aleph, Jorge Luis Borges
    A Trégua, Mario Benedetti
    Ravestein, Saul Bellow
    Bartleby e Companhia, Enrique Vila-Matas
    Árvores Abatidas, Thomas Berhnardt
    Malone Morre, Samuel Beckett
    Dentro da Noite Veloz, Ferreira Gullar
    Trem Noturno, Martin Amis

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  5. Oi Alex, caí por acaso aqui e tive boas surpresas. A primeira delas encontrar um blog tão bacana como o seu. A segunda ver que estou linkada e nem sabia disso. Fiz minha lista no Facebook e posto aqui. Não é uma lista de quem se formou em Letras, mas em Comunicação (hehehe) e que adora literatura erótica. Portanto, fica aí minha contribuição:

    A História de O - Pauline Réage
    O Casamento - Nelson Rodrigues
    História do Olho - Georges Bataille
    Contos de Escárnio - Hilda Hilst
    O Amor nos Tempos do Cólera - Gabriel García Marquez
    E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto - Rubem Fonseca
    Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos - Rubem Fonseca
    Valentina - Guido Crepax
    Alice no País das Maravilhas - Lewis Carrol
    O Menino Maluquinho - Ziraldo
    O Marido Complacente - Marquês de Sade
    Uma Espiã na Casa do Amor - Anaïs Nin
    Fragmentos de um Discurso Amoroso - Roland Barthes
    A Crucificação Encarnada - Henry Miller
    Lavoura Arcaica - Raduan Nassar

    Beijos,

    Mayra

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  6. João, a sua é uma lista do século XX!

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  7. Mayra, a sua lista está boa... até esse folhetim infinito que é a história de O entrou... vamos acrescentar mais uns títulos:
    boris vian - escritos pornográficos (da brasiliense!)
    bataille - minha mãe
    bataille de novo - o azul do céu
    uma versão em quadrinhos da Vênus das Peles (crepax)
    Pierre Louis - canção de bilitis
    só franceses... e um trecho muito recompilado do Manual de Civilidades Destinado às Meninas Para Uso nas Escolas:
    Não diga: "Minha buceta." Diga: "Meu coração."

    Não diga: "Estou com vontade de foder." Diga: "Estou nervosa."

    Não diga: "Acabo de gozar como uma louca." Diga: "Sinto-me um pouco fatigada."

    Não diga: "Vou masturbar-me." Diga: "Vou voltar."

    Não diga: "Quando eu tiver pentelho no cu." Diga: "Quando eu for grande."

    Não diga: "Eu prefiro a língua ao pau." Diga: "Só gosto de prazeres delicados."

    Não diga: "Entre as reifeições só bebo porra." Diga: "Sigo uma dieta especial."

    Não diga: "Tenho doze consolos em minha gaveta."Diga: "Nunca me entendio quando estou só."

    Não diga: "Os romances honestos me chateiam." Diga: "Eu gostaria de ter algo interessante para ler."

    Não diga: "Quando se lhe mostra uma pica, ela se zanga." Diga: "É uma original."

    Não diga: "É uma menina que se masturba até quase morrer." Diga: "É uma sentimental."

    Não diga: "É a maior puta da terra." Diga: "É a melhor menina do mundo."

    Não diga: "Ela deixa-se enrabar por todos aqueles que a masturbam." Diga: "Ela flerta um pouco."

    Não diga: "Ela é uma lésbica raivosa." Diga: "Ela não flerta de jeito nehum."

    Não diga: "Eu a vi ser fodida pelos dois buracos." Diga: "é uma eclética."

    Nâo diga: "Ele fode muito bem as menininhas, mas não sabe enrrabá-las". Diga:" É um simplório".

    Não diga: "Ele dá três sem tirar da buceta." Diga: "Ele tem o caráter muito firme."

    Não diga: "Seu pau é demasiado grosso para minha boca." Diga: "Sinto-me bem pequena quando converso com ele."

    Deixe-se penetrar pela seguinte verdade: todas as pessoas presentes, qualquer que seja o sexo e a idade, têm o secreto desejo de fazer-se chupar por você, mas a maioria não ousará exprimi-lo.

    Num salão grã-fino, nunca pegue o lenço de um senhor para enxugar suas partes íntimas, mesmo
    que você esteja molhada por ele.

    Recoloque suas luvas antes de entrar, se você se masturbou no elevador.

    Uma menina que desperta deve ter acabado completamente de masturbar-se quando começa sua oração.

    Se você não se masturbou o suficiente pela manhã, não conclua durante a missa.

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  8. e também a epígrafe do Viagem ao fim da noite. Toda a literatura não vale mais do que um só dia da nossa vida:

    viajar é muito útil, faz a imaginação trabalhar. O resto não passa de decepções e canseiras. Nossa viagem, a nossa, é inteiramente imaginária. É essa sua força.

    Ela vai da vida à morte. Homens, animais, cidades e coisas, tudo é imaginado. É um romance, nada mais que uma história fictícia. Diz o Littré, que jamais se engana.

    E além disso todo mundo pode fazer o mesmo. Basta fechar os olhos.

    É do outro lado da vida.

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  9. Ótima lista, Mayra. Adorei!

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  10. Muito rico... adorei sa dicas.

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